Em Construção:

Blog em construção, temas sendo incluídos conforme propostas de Atividades Universitária do Curso de Licenciatura em Pedagogia - Início em 2013

sábado, 5 de outubro de 2013

Gestão,Líderança e Ética



  Assisti este vídeo no Youtube e me inspirei , os conceitos de Idoso e Velho que este grande filósofo "Mario Sérgio Cortella"  fala é maravilhoso, tenho certeza que quem assistir este vídeo terá uma oportunidade de agregar um patamar renovador e muito bem conceituado de cultura, motivação e otimismo.
                                                      Vale a pena  assistir!!!!!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Imaginação -Como estrelas na Terra


BUM BUM BOLE -  Trecho do filme Como Estrelas na Terra - Toda Criança é especial.
                                       
                                        Esta música mostra uma proposta de Plano de aula de um professor de artes antes de aplicar um desenho livre para as crianças e nos faz refletir sobre este tema ....espero que gostem!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Imaginação e Intuição!

            " A imaginação é mais importante do que o conhecimento"
                                                                                                                      Albert Einstein



                   Os verdadeiros gênios são as pessoas "criativas" cujas realizações transcendem á sua própria época e cultura.
                    Os primeiro estudiosos do potencial criativo humano acreditavam que havia uma relação direta entre inteligência e criatividade. Hoje, porém, sabemos que existe uma independência relativa entre essas duas características.
                   A cultura é fundamental. O homem que não lê não pensa dizia o jornalista Paulo Francis.
                  Mas a imaginação, que pode ser definida como nossa capacidade de construir com a mente, não é a única forma de aquisição de conhecimentos. Precisamos considerar também a intuição (capacidade de pressentir, perceber, ou discernir) por meio da qual as ideias afloram em nossas mentes sem passar por um tratamento racional.
                  A intuição é tão significativa que muitas das obras  mais bonitas  que a humanidade já criou foram intuídas, como por exemplo  Bíblia, A Cabana do pai Tomás, centenas de títulos de Chico Xavier e de milhares de romances, poemas e canções em todo o mundo.
                 Certa vez, Fernando Pessoa , trabalhando em pé, como de costume, apoiando em uma estante, escreveu cerca de vinte poemas, ininterruptamente, sem fazer correção alguma! Frequentemente, ele próprio se surpreendia com a profundidade dos seus textos. Um dia, refletindo sobre este fenômeno, assim manisfestou:

                   "Por que escrevi isso, onde fui buscar isso, de onde me veio isso, se isso é tão melhor do que eu? Seremos nós nesse mundo apenas de canetas e tintas com que alguém escreve que aquilo nós aqui traçamos?"
                   Podemos perceber  claramente, por meio de suas próprias palavras, que ele tinha plena consciência do teor intuitivo do seu trabalho.
                    Os conhecimentos intuitivos fazem parte da produção cultural da humanidade desde os seus primórdios, mas,somente agora, estamos considerando seriamente essa importante fonte de conhecimentos, buscando abrir ativamente  novos canais de comunicação que nos coloquem em contato uns com os outros, numa verdadeira "Internet mental" .
                          
                                                Referência bibliográfica: Dos Reflexos a reflexão. Wanderley Ribeiro Pires. Editora Komedi,1999.   



Culto a inteligência



               "  Se não posso imaginá-lo, não posso compreendê-lo."
                                                                                              Albert Einstein



     

               As raízes do culto a inteligência estão profundamente cravadas na História da Civilização. Os filósofos da Antiguidade,  defendendo a Aristocracia preconizavam o governo dos que possuíam melhores valores intelectuais, preterindo os músculos a favor do cérebro.O sonho de Platão, de que todos os reis fossem filósofos, não chegou a se concretizar. Mas, desde então, o mundo civilizado passou a ser conduzido pelos homens mais inteligentes. os imperadores guerreiros, homens corajosos e truculentos que combatiam à frente dos seus exércitos , como Gênghis, Khan, Átila, Adriano, Alexandre Magno e tantos outros , foram desaparecendo. A estratégia, a astúcia e o conluio substituíram a força bruta no exercício do poder!

              As civilizações passaram a ser edificadas com a nossa força intelectual e o sucesso de cada indivíduo que deixou o seu nome gravado na História tem sido, normalmente, associado à sua capacidade mental. Os grandes atletas, semideuses nas suas gerações, rapidamente desaparecem nas páginas do tempo! Poucos seriam capazes de citar um grande esportista do século passado. No entanto, nomes como de Sócrates, Aristóteles, Patão, Descartes, Newton, Freud, Einstein e de tantos outros homens mentalmente brilhantes, são bastantes familiares a todos nós.
             Cada pessoa possui um determinado nível intelectual.
             Entretanto, aumentando a bagagem cultural, podemos maquiar as nossas limitações de raciocínio, dado que muitas vezes ainda  confundimos a cultura com inteligência.
               Até o final do Século passado , a avaliação da intelectual  de uma determinada pessoa, não passava de uma impressão subjetiva.
                Nessa época, em Paris, o psicologo frânces Alfred Brinet ( 1857-1911), atendendo a uma  solicitação do governo da França ,desenvolveu com Théodore Simon, um método para identificar crianças brilhantes a fim de lhes dar uma educação especial.
                 O teste em sua versão original , era um conjunto de questões padronizadas que mensuravam a capacidade verbal e matemática das crianças, estabelecendo um valor numérico denominado quociente intelectual (Q.I.).
                 O aperfeiçoamento dos testes pioneiros de Binet Simon resultou nos testes atuais de inteligência.

                O acompanhamento das crianças avaliadas revelou uma excelente correlação entre os resultados e o desempenho na vida escolar. O teste de Q.I. tornou - se então uma coqueluche. Milhões de pessoas, em todo o mundo,passaram a ser classificadas pelo seu nível de inteligência. No entanto, logo começaram a surgir questionamentos sobre  o valor desse procedimento em predizer o sucesso pessoal e profissional dos indivíduos.
                
              Nos anos 30, os questionamentos aos testes de inteligência tornaram- se ainda mais consistentes, não apenas quanto ao seu valor em predizer o sucesso fora dos muros escolares, mas também quanto ao nosso direito de aplica-los .



              Será que é ético ficar medindo o nível intelectual de crianças a fim de classificá-las como normais, deficientes ou superdotadas?
           




Referência Bibliográfica;
Dos reflexos à reflexão .A grande transformação no relacionamento humano. Wanderley Ribeiro Pires

               

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Saber "querer" é o principio do Saber!

               

                                           
                                                      “Não basta querer para mudar o mundo. Querer é fundamental, mas não é  suficiente. É preciso também saber querer, aprender a saber querer, o implica aprender a saber lutar politicamente com táticas adequadas e coerentes com os nossos sonhos estratégicos”.  Paulo Freire (1997)
                                 
                                                                         

                                               A sabedoria


 A filosofia, essa, ensina a agir, não a falar, exige de cada qual que viva segundo as suas leis, de modo que a vida não contradiga as palavras, nem sequer se contradiga a si mesma; importa que todas as nossas ações sejam do mesmo teor.

 O melhor dever -e também o melhor sintoma- da sabedoria é a concordância entre as palavras e atos; o sábio será em todas as circunstancias plenamente igual a si próprio. " mas quem será capaz de atingir um tal nível?" Poucos ,decerto, mas ,mesmo assim alguns! Não escondo que a empresa é difícil; nem te digo que o sábio avançará sempre ao mesmo ritmo, embora o rumo seja sempre o mesmo.

  Autoanalisa-te, portanto, e verifica se há discordância entre a tua roupa e atua casa, se és pródigo para contigo, mas mesquinho para com os teus, se és frugal a tua ceia mas luxuosa a tua habitação. Adota de uma vez por todas uma regra de conduta na vida e faz com que toda a tua vida se conforme com essa regra.

 Há pessoas que  se retraem em casa e que se expandem sem inibições fora dela; semelhante variedade de atitudes é viciosa, é indício de um espírito hesitante que ainda não achou o seu ritmo próprio.

 Posso explicar-te, aliás, donde provém está inconstância, esta divergência entre os propósitos e ações. A causa  é que ninguém fixa nitidamente aquilo que quer nem, se o fez, permanece fiel ao seu propósito, antes pretende ir mais além; e não se trata apenas de  mudar de objetivo, acaba-se por  voltar atrás  e de novo cair na situação anteriormente rejeitada e condenada.

 Em suma, deixando as antigas definições de sabedoria e abarcando numa fórmula todo ciclo da vida humana, acho que seria bastante dizer isto: a sabedoria consiste em querer, e em não querer, sempre a mesma coisa. Não é necessário acrescentar, como condição, que devemos querer o que é justo, porque só é possível querer sempre a mesma coisa se essa coisa for justa.

  Ora sucede que as pessoas ignoram o que querem exceto no próprio momento do querer, ninguém determina de uma vez por todas o que deve querer ou não querer, todos os dias se muda de opinião, mudança por vezes diametralmente oposta; para muitos, em suma, a vida não passa de um jogo! Quanto a ti  mantém fiel ao propósito que  adotaste, e assim conseguirás  talvez  atingir o ponto máximo,  ou pelo menos um ponto tal que  apenas tu compreenderás não ser ainda o máximo.

                                                                                                                Sêneca, Cartas a Lucílio II.20.2-6
                                                                                              Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa;2009.
                                                                                              Trad.:J.A.Segurado e Campos
                                                                                              Revista Pense N°01/setembro 2012