Em Construção:

Blog em construção, temas sendo incluídos conforme propostas de Atividades Universitária do Curso de Licenciatura em Pedagogia - Início em 2013

sábado, 8 de março de 2014

Para que servem as escolas?

    Breve resumo do Artigo: Para que servem as escolas? " Michael Young"

   Para o autor do artigo uma resposta a esta pergunta seria simples e objetiva; a escola é o meio de capacitação de jovens e adultos  buscando adquirir conhecimento especializado.
  Mas não qualquer tipo de conhecimento, não o "conhecimento dos poderosos" oferecidos apenas para aqueles cujo hierarquia esta acima nas classes sociais, os "filhinhos de papai". Mas o "conhecimento poderoso", capaz de abrir os olhos, a mente para uma formação de identidade crítica em relação as coisas que nos cercam, capaz de alterar as dimensões intelectuais de um indivíduo, capaz de transmitir explicações confiáveis ou novas formas de pensar a respeito do mundo.
  Formando uma sociedade livre de anormatizações e transmissores do conhecimento poderoso.
  Porém as escolas nem sempre têm  êxito quanto a capacitação dos alunos em adquirir este conhecimento poderoso, alguns obtêm mais sucesso que outros, e isso tudo depende da cultura e do contexto em que este jovem esta inserido.
  E por este motivo a escola deve cumprir um papel importante, promovendo a igualdade social e sendo firmes nos objetivos curriculares propostos para desenvolver esta transmissão de conhecimento poderoso, mesmo que encontrem barreiras vindas de pais ou alunos que se opõem na busca da aprendizagem.
  A escola deve sempre perguntar: este currículo traz conhecimento poderoso aos alunos?
 Porque os alunos desfavorecidos em seus lares ou trabalhos precisam desta escola defensora do conhecimento poderoso, que coloca em prática, que luta pelos ideais em formar cidadãos que acolham este conhecimento em seu entendimento e que se multipliquem na transmissão do mesmo.
                                                       "  A escola é a base da autoridade dos professores e da confiança que a sociedade deposita neles como profissionais" Michael  Young

     
 
 Artigo completo disponível em: http://www.cedes.unicamp.br



segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Pedagogos Porquê, para quê? Libâneo



Pedagogia e Pedagogos para quê ?


 Para quem ainda se encontra perdido no mundo da Pedagogia,
um livro de José Carlos Libâneo, com textos que sugerem 
respostas à pergunta do título Pedagogia e Pedagogos para quê?
 Editora Cortez,que trata do assunto posicionando a especificidade
 dos estudos pedagógicos, sua sistematização num curso universitário
 e a importância da existência de um campo bem definido de exercício 
 profissional.

  Definindo a Pedagogia como ciência prática que investiga a natureza,
 as finalidades e processos da formação humana numa sociedade determinada,
 de modo a explicitar objetivos e propor meios apropriados de intervenção 
metodológicas e organizativa nos vários âmbitos em que a práticas educativas
 acontecem, buscando dar sentido e unidade aos diversos enfoques parciais 
do fenômeno educativo ( o sociológico, o psicológico, o econômico etc.)

  Tratando do objeto de estudo da Pedagogia
 - a prática educativa- e sua relação com as
 demais ciências humanas, da estrutura do
 conhecimento pedagógico, das questões da 
identidade profissional e da formação do
 pedagogo e da importância da Pedagogia 
no contexto das  novas realidades econômicas,
 políticas e culturais do mundo contemporâneo.

Quem é José Carlos Libâneo:



    José Carlos Libâneo é doutor em Filosofia e História da Educação
 pela PUC de São Paulo. Nasceu em Angatuba, Estado de São Paulo, em 1945.
 Graduou-se em Filosofia da Educação também na PUC-SP. Na capital paulista,
 foi diretor de uma escola publica experimental, colaborou em projetos da Secretária
 Estadual da Educação e lecionou em instituições do ensino superior.
 Em Goiânia, desde 1973, fundou e dirigiu o Centro de Treinamento
 e Formação de Professores, da Secretária da Educação. Foi professor da
 Universidade Federal de Goiás, onde se aposentou como Titular.
Atualmente é docente na Universidade Católica de Goiás.Publicou livros ,
 pesquisas e artigos em revistas especializadas sobre temas de Teoria da Educação,
 Didática e Organização Escolar.

                                                                                                       REFERÊNCIAS:
Livro Pedagogia e Pedagogos para quê?
 José Carlos Libâneo, Editora Cortez
,São Paulo,2010.12° Edição.
https://sites.google.com/a/aedu.com/pedagogiadoeducador/pedagogia-e-pedagogos-para-que

David Garrett - Viva La Vida

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Frase de Bertrand Russel





  

  







Psicanálise e Bullying - Duas questões da disciplina Psicologia da Educação 2°Semestre 2013

1)Discorra sobre o objeto de estudo da psicanálise, dando uma conceituação teórica

e um exemplo de como isso ocorre ? (15 a 20 linhas)



   Psicanálise é um campo clínico e de investigação teórica da psique humana

independente da Psicologia, este método é utilizado para a compreensão e análise do

homem, compreendido enquanto sujeito do inconsciente, abrangendo três áreas:

● um método de investigação da mente e seu funcionamento;

● um sistema teórico sobre a vivência e o comportamento humano;

● um método de tratamento psicoterapêutico.(um tipo de terapia usado com a

finalidade de tratar problemas psicológicos tais como depressão, ansiedade,

dificuldades de relacionamento e problemas de saúde mental)

 Essencialmente é uma teoria da personalidade e um procedimento de

psicoterapia; a psicanálise influenciou muitas outras correntes de pensamento e

disciplinas das ciências humanas, gerando uma base teórica para uma forma de

compreensão da ética, da moralidade e da cultura humana.

 EXEMPLO:

   O interior do homem é habitado por uma série de sentimentos e de desejos que

ele e a sua consciência desconhecem por completo.

 Estes sentimentos, desejos e fantasias desconhecidos do próprio homem

permanecem no que o médico Sigmund Freud chamou de “mente inconsciente” e só

podem ser acessados por meio dos sonhos e da análise dos sintomas.

   Ou seja, quando uma pessoa chega ao consultório de um analista queixando-se de

um sintoma ou lhe fazendo uma queixa, na verdade, ela não sabe realmente o que se

passa com ela. Ela só tem acesso à ponta do iceberg, que é o que ela sente, mas o

poderoso jogo entre forças repressoras e o conteúdo reprimido não pode ser acessado,

porque tudo isso permanece em seu inconsciente.

   E é exatamente aí que atuará o psicanalista, este profissional habilitado a transformar

a linguagem do inconsciente em algo consciente para o sujeito. Com este trabalho, a

pessoa vai podendo ampliar sua consciência sobre si mesma e conquistar um sentido

de vida mais autêntico.





2)De acordo com a entrevista da psiquiatra Dra.Ana Beatriz Barbosa Silva , onde ele fala sobre


transtornos mentais,qual o seu ponto de vista referente ao bullying e como um


educador pode agir para amenizar a situação na infância evitando que isso se torne um


transtorno na vida adulta?

  No Brasil, o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa indica a palavra bulir como equivalente a mexer com, tocar, causar incômodo ou apoquentar, produzir apreensão em, fazer caçoada, zombar e falar sobre, entre outros. Por isso, são corretos os usos dos vocábulos derivados, também inventariados pelo dicionário, como bulimento (o ato ou efeito de bulir) e bulidor (aquele que pratica o bulimento).


 De acordo com a Psiquiatra Dra. Ana Beatriz  Barbosa Silva, na década de 80 começa a ser estudado ao fenômeno de agressores  e maus tratos no ambiente escolar.  Dr. Dan Olweus, começa a fazer uma pesquisa profunda e utiliza para designar toda a agressão que ocorre no território escolar, ele utilizou a palavra  “BULLY” termo inglês que significa tirano, agressor, ditador.
 NA  Noruega,depois de um suicídio de três alunos  1981,  onde foi deixado uma carta acusando cada nome que os perseguia, chocando assim professores e responsáveis em todo o mundo, surge a necessidade de investigar e pesquisar esse fenômeno.
  Quem sofre bullying têm que observar  três características : Se é  intencional, repetitivo, a vitima não tem como fazer frente com o agressor ou seja está sempre em desvantagem, não tem como se defender( ou pelo hierarquia ou pelo tamanho, no caso de serem crianças).
  O líder do bullying tem características  de  manipulador, tem várias personalidades,  usa a mentira  com facilidade, comanda o grupo sobe ameaça (ou seja, as pessoas que estão em seu grupo geralmente é por medo de ser agredido também e não pela amizade do líder), é tirano, tem uma inteligência emocional grande, usando á seu favor e deixando em desvantagem sempre quem está ao seu redor.
 No meu ponto de vista diante desta situação analítica da Psiquiatra vejo que o agressor é uma pessoa que sofre um transtorno mental muito grande, ou ele se acha o melhor entre os demais, ou ele tem uma baixa alto estima e sente a necessidade incontrolável de agredir ou humilhar as pessoas que o cerca.
 Não percebe a dimensão da gravidade, portanto, não tem amigos verdadeiros, ficando isolodado no mundo em que criou, usando estes ataques para chamar a atenção e persuadir pessoas que não conseguem defender-se.
 Um educador  ou o responsáveis da criança agredida amenizar ou evitar estas ocorrências, devem observar sintomas decorrentes deste ataques, como a síndrome do domingo, no domingo a noite começa à falar que esta enjoado, com insônia, com dor, dando desculpas esfarrapadas para não ir á escola, observar se na escola ele(a) está amuado, triste, deprimido, chorando por qualquer motivo ou tendo explosões de raiva sem motivos aparentes, se não recebe convite para ir a festas de aniversários de amigos, se é excluído dos grupos de trabalho em classe e em esportes na educação física ou festas temáticas da escola.
  Também o profissional junto com os responsáveis pela criança cuidar de abolir totalmente as formas de trotes, chacotas e apelidos que muitas vezes parte dos próprios educadores no ambiente escolar, erradicando por vez toda forma ou princípio para uma suposta continuidade de agressão. Lembrando que o agressor é observador e oportunista e se aproveita das brechas que aparentemente não significa nada para quem está apenas "brincando".
  Utilizar dos recursos de apoio como reuniões de país, coordenadores pedagógicos da escola, e até mesmo o conselho tutelar e a  promotoria da infância.
   Treinando os olhos para aquilo que queremos enxergar, pois não podemos ver aquilo que não estamos aptos para ver; ou seja; a observação e anulação no começo das agressões são fundamentais para expor o agressor e propor um tratamento psicológico para ambas as partes.




 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS




ENTREVISTA PROGRAMA JÔ SOARES .Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=RpFlTNY3UHA&feature=c4-overview-vl&list=PLEFF5B8303A2C022B Acesso em 05/12/2013.



Psicanálise: Slides Professor Eliezer Pereira Santos , 2°Semestre  12/2013

Psicanálise: Disponível em:http://pt.wikipedia.org/wiki/Psican%C3%A1lise acesso em 05/12/2013.


Bullying:Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying \Acesso em 05/12/2013.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Filosofia de Vida

 Uma Crônica bem interessante que expressa uma realidade hoje vivida por muitas empresas que já aderiram o novo profissional do mercado de trabalho.



Crônica
Nova geração

Por Ivan Angelo | 27/10/2010
    

O rapaz chegou para a entrevista. O executivo de vendas on-line da grande empresa levantou-se para apertar sua mão, com aquela simpatia que os executivos de grandes companhias exibem quando querem transmitir acolhimento e calor humano. Aproveitou para dar uma geral no rapaz.
Arrumado, mas nada formal, de sapato novo, jeans, camisa de manga comprida enrolada até a metade do antebraço. O detalhe que o incomodou um pouco foi um brinquinho prateado de argola mínima na orelha esquerda. “Nisso dá-se um jeito depois, se valer a pena”, pensou o executivo.
Ele sabia que não estava fácil atrair novos talentos e reter os melhores. Empresas aparelhavam-se para o crescimento projetado do país, contratavam jovens promissores, mesmo os muito jovens, como era o caso do rapaz à sua frente, 21 anos. Elas precisavam estar preparadas para os próximos dez anos de concorrência.
Havia mais de duas horas que o rapaz estava em avaliação na empresa. Passara pela entrevista inicial com o chefe do setor, resolvera os probleminhas técnicos de internet e programação visual que lhe apresentaram, com rapidez e certa superioridade irônica, lera os princípios, valores e perfil da empresa, apresentados numa pasta de folhas de papel-cuchê embutidas em plástico. Alguns itens, como “comprometimento”, foram apresentados como pré-requisitos. Afinal o encaminharam para o diretor da área de e-comerce, vendas pela internet. O executivo tinha em mãos a avaliação do candidato: excelente.
Descreveu o trabalho de que a empresa necessitava: desenvolvimento de um site interativo no qual o cliente internauta pudesse fazer simulações de medidas, cores, ajustes, acessórios, preços, formas de pagamento e programação de entrega de cerca de 200 produtos. Durante sua fala, o rapaz mexeu as pernas, levantou um pé, depois o outro, incomodado. O executivo perguntou se ele se sentia apto.
— Dá para fazer — respondeu o rapaz, movendo a perna, como se buscasse alívio. 
— Posso te ajudar em alguma coisa?
— Vou te falar a verdade. Eu comprei este sapato para vir aqui e ele está me apertando. Eu só uso tênis.
O executivo sorriu e pensou: “Esses meninos...”.
— Quem falou para eu vir fazer esta entrevista, e vir de sapato, foi minha namorada. Porque eu não vinha. Ela falou para eu comprar sapato, e o sapato está me apertando aqui, me atrapalhando.
Nos últimos anos, o executivo vinha percebendo que os desafios pessoais para a novíssima geração eram diferentes, e que havia limites para o que eles estavam dispostos a ceder antes de se comprometer com um trabalho formal.
— Não tem problema. Pode vir de tênis. O emprego é seu.
— Não, obrigado. Eu não quero emprego.
O executivo parou estupefato. O menino continuou:
— Todo mundo foi muito gentil, mas não vai dar. Esta camisa é do meu pai, eu tenho tatuagem, trabalho ouvindo música.
— Então por que se candidatou, se não queria trabalhar?
— Desculpe, eu não falei que não queria trabalhar.
Novo espanto do executivo. Sentia nas falas dele e do rapaz uma dissintonia curiosa. Como ficou calado, esperando, o rapaz prosseguiu:
— É muito arrumado aqui. E eu não quero ficar ouvindo falar de identidade corporativa, marco regulatório, desenvolvimento organizacional, demanda de mercado, sinergia, estratégia, parâmetros, metas, foco, valores... Desculpe, eu não sabia que era assim. Achava que era só fazer o trabalho direito e ver funcionar legal.
O executivo ficou olhando a figura, contando até dez, olhos fixados naquele brinco. O garoto queria ter a liberdade dele, a camiseta colorida dele, o tênis furado dele, ouvir a música dele nos fones de ouvido, talvez trabalhar de madrugada e dormir de manhã. Não queria aquele mundo em que ele mesmo estava metido havia vinte anos. Conferiu de novo as qualificações do rapaz, aquele “excelente”. Ousou:
— Trabalhar em casa você aceita?
— Aceito.
Queria o trabalho, não o emprego. Acertaram os detalhes. Assim caminha a humanidade.